Ao longo das turmas de Oratória Aplicada ao Sucesso Profissional, há erros que se repetem quase sempre, independentemente da experiência de quem está à nossa frente. A boa notícia é que são todos corrigíveis, e nenhum deles tem a ver com talento natural.
1. Começar a pedir desculpa
Começar com “não tive muito tempo para preparar” ou “não sou muito bom nisto” retira autoridade antes da primeira ideia. A audiência acredita em si na medida em que você acredita. Comece pelo assunto, não por si.
2. Ler os slides
Se o slide diz tudo, você é dispensável. O slide deve dar a estrutura e o dado; a voz dá a explicação, o exemplo e a ligação. Regra prática: se conseguisse enviar os slides por email em vez de fazer a apresentação, os slides têm texto a mais.
3. Falar depressa por nervosismo
O nervosismo acelera a fala e encurta a respiração. O resultado é uma voz fina, sem gravidade, que cansa quem ouve. A correção é mecânica: respirar pelo diafragma e usar pausas. A pausa é a ferramenta mais subestimada da oratória e é gratuita.
4. Não saber o que fazer com as mãos
Mãos nos bolsos, braços cruzados ou agarrado à mesa comunicam fechamento. O gesto deve nascer da ideia: quando explica três pontos, mostre três dedos; quando compara, abra as mãos. Gesto sem intenção distrai, gesto com intenção reforça.
5. Não preparar o fecho
Quase toda a gente prepara a abertura e improvisa o fim. E o fim é aquilo de que a sala se lembra. Decida a última frase antes de entrar e não termine com “é tudo” ou “obrigado”, mas com a ideia que quer que fique.
Isto treina-se
Nenhum destes pontos se resolve a ler sobre eles. Resolve-se com repetição e correcção de quem observa de fora. É esse o trabalho que fazemos nas 30 horas do curso de Oratória, com módulos de domínio do público, voz, ritmo e construção de discurso.