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Cinco erros que tiram força às suas apresentações

Ao longo das turmas de Oratória Aplicada ao Sucesso Profissional, há erros que se repetem quase sempre, independentemente da experiência de quem está à nossa frente. A boa notícia é que são todos corrigíveis, e nenhum deles tem a ver com talento natural.

1. Começar a pedir desculpa

Começar com “não tive muito tempo para preparar” ou “não sou muito bom nisto” retira autoridade antes da primeira ideia. A audiência acredita em si na medida em que você acredita. Comece pelo assunto, não por si.

2. Ler os slides

Se o slide diz tudo, você é dispensável. O slide deve dar a estrutura e o dado; a voz dá a explicação, o exemplo e a ligação. Regra prática: se conseguisse enviar os slides por email em vez de fazer a apresentação, os slides têm texto a mais.

3. Falar depressa por nervosismo

O nervosismo acelera a fala e encurta a respiração. O resultado é uma voz fina, sem gravidade, que cansa quem ouve. A correção é mecânica: respirar pelo diafragma e usar pausas. A pausa é a ferramenta mais subestimada da oratória e é gratuita.

4. Não saber o que fazer com as mãos

Mãos nos bolsos, braços cruzados ou agarrado à mesa comunicam fechamento. O gesto deve nascer da ideia: quando explica três pontos, mostre três dedos; quando compara, abra as mãos. Gesto sem intenção distrai, gesto com intenção reforça.

5. Não preparar o fecho

Quase toda a gente prepara a abertura e improvisa o fim. E o fim é aquilo de que a sala se lembra. Decida a última frase antes de entrar e não termine com “é tudo” ou “obrigado”, mas com a ideia que quer que fique.

Isto treina-se

Nenhum destes pontos se resolve a ler sobre eles. Resolve-se com repetição e correcção de quem observa de fora. É esse o trabalho que fazemos nas 30 horas do curso de Oratória, com módulos de domínio do público, voz, ritmo e construção de discurso.